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IA criada na Espanha prevê risco de incêndios florestais extremos com 16 dias de antecedência

Incêndio florestal na Grécia
Fumaça e chamas avançam por área atingida por incêndio florestal na Grécia. Foto: Reprodução

Pesquisadores da Universidade de León, na Espanha, desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial capaz de prever, com até 16 dias de antecedência, o risco de incêndios florestais atingirem as copas das árvores. Nessa condição, o fogo pode se propagar de duas a quatro vezes mais rápido do que em queimadas restritas à vegetação próxima ao solo.

Batizada de CROWNFIRE-AI, a plataforma combina imagens de satélite, previsões meteorológicas, dados sobre vegetação e informações de relevo para elaborar mapas regionais de risco. A intenção é permitir que autoridades e equipes de prevenção identifiquem áreas mais vulneráveis e direcionem recursos antes do avanço das chamas.

Os cientistas analisaram 33 grandes incêndios na Espanha entre 2017 e 2024 e usaram 18.874 pontos de referência para treinar o algoritmo. Os incêndios de copa dificultam o combate e estão associados a eventos florestais extremos, cuja frequência aumentou com ondas de calor, secas prolongadas, mudanças climáticas e acúmulo de material combustível nas florestas.