IA e robôs ajudam no cuidado de idosos com Alzheimer na França

Centros de atendimento a pessoas com Alzheimer na França passaram a testar ferramentas de inteligência artificial e robôs como apoio ao cuidado de idosos. Em uma residência no sudoeste do país, uma paciente de 83 anos conversa por cerca de dez minutos, ao telefone, com uma IA que reproduz a voz de seu neto e usa informações fornecidas pela família sobre momentos marcantes de sua vida.
O sistema, chamado Livana, busca acalmar residentes em momentos de agitação sem recorrer a medicamentos e também pode distraí-los quando há menos profissionais disponíveis. A diretora do centro La Septfontoise, Ghislaine Verines, ressalta que a tecnologia “nunca substituirá o profissional”.
No Hospital Broca, em Paris, pesquisadores estudam as reações de idosos com comprometimento cognitivo diante de robôs. O humanoide Miroki propõe perguntas e exercícios de memória, atenção e linguagem, enquanto Paro, uma foca terapêutica equipada com sensores, adapta movimentos e sons ao comportamento da pessoa para estimular conversas e evocar lembranças.
