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“Não tivemos a chance de saber se ela ia viver”, diz neta de idosa morta após cirurgia

Camila Barozzi ao lado da avó, Jandira Marina Dias Braga
Camila Barozzi ao lado da avó, Jandira Marina Dias Braga. Foto: Reprodução

Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, morreu em 11 de junho depois de passar por engano por uma cirurgia destinada a outra paciente no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas, no interior de São Paulo. “Se minha avó ia viver mais um dia, dois, três, quatro ou cinco, não importa. A gente não teve a chance de saber”, afirmou Camila Barozzi, neta da idosa.

Ela relata que a família levou Jandira ao pronto-socorro em 7 de junho, após dores na região do abdômen. A idosa tinha recebido o diagnóstico de retorno de um câncer no intestino, e os médicos identificaram uma obstrução intestinal. Segundo a neta, os problemas começaram ainda no atendimento inicial, com a aplicação de uma medicação indicada para outra paciente chamada Jandira.

No dia seguinte, a equipe teria informado que tentaria tratar o quadro sem cirurgia, por causa dos riscos de infecção e da idade da paciente, mas Jandira acabou levada à noite ao centro cirúrgico para um procedimento de colocação de sonda no estômago que era de outra pessoa. Os parentes registraram boletim de ocorrência por homicídio culposo e dizem que vão buscar respostas na Justiça.