Idosas são resgatadas após décadas de trabalho escravo

Duas idosas, de 90 e 65 anos, foram resgatadas em uma casa de Belo Horizonte em condições análogas às de trabalho escravo doméstico. O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais afirma que elas trabalhavam para a mesma família havia gerações, sem salário, registro ou direitos trabalhistas.
A mulher de 90 anos começou a trabalhar para a família ainda na adolescência e passou 75 anos sem registro formal ou benefícios como férias. A outra idosa morava no imóvel desde os cinco anos. As duas cuidavam da limpeza, da alimentação dos moradores e das compras, além de viverem em uma dependência com mofo e quartos sem janelas.
O Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal e auditores fiscais realizaram o resgate no fim de agosto. Os donos da residência disseram que tratavam as mulheres como familiares, mas a promotoria contestou a versão e apontou que elas não tinham acesso aos mesmos direitos patrimoniais, de educação e de saúde da família. Após avaliação médica, as idosas seguiram para a rede municipal de acolhimento, enquanto a Defensoria Pública busca uma vaga para elas em instituição de longa permanência.
