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Impasse faz aeroporto chileno guardar pernas humanas congeladas há mais de um ano; entenda

Avião decola do aeroporto internacional de Santiago (Chile). Foto: Reprodução Martin Bernetti (AFP)

Em Santiago, no Chile, 30 pernas humanas seguem congeladas há mais de um ano em um depósito do aeroporto Arturo Merino Benítez. A carga, que chegou em setembro de 2024, foi barrada pela alfândega após impasse legal sobre sua entrada no país.

O material pertence ao Centro de Treinamento Médico-Cirúrgico (CEMQ), que importou as amostras dos Estados Unidos para uso em práticas de ensino. Mesmo com certificados sanitários e autorização dos doadores e familiares, as autoridades chilenas impediram o desembarque definitivo, alegando violação da lei que proíbe a comercialização de partes humanas.

Em 2025, o CEMQ recorreu novamente à Justiça pedindo a liberação do material. O Supremo Tribunal, porém, manteve a restrição, reforçando que apenas corpos doados diretamente para pesquisa podem ser utilizados. A falta de regulamentação específica no Chile impede qualquer operação comercial desse tipo.

Enquanto aguarda decisão final, a carga pode ter como destino a destruição, a devolução ao fornecedor ou o retorno às famílias. A situação reacende o debate sobre a escassez de material humano para estudo em universidades, que têm recorrido a réplicas artificiais e programas virtuais para suprir a carência.