Indisciplina social ‘alarma’ Cuba
Alarme em Cuba. Não pelo bloqueio estadunidense, que assedia a ilha há meio século; tampouco pelas penúrias econômicas crônicas e aquelas que o governo procura enfrentar com uma mistura inédita de socialismo de estado e iniciativa privada, nas quais se integram cooperativas e mercados livres.
O alarme é pela indisciplina social.
Raúl Castro, muito mais do que Fidel, há tempo acionou o alarme por meio da tribuna da Aula Magna, na Universidade de Havana, diante de um público de estudantes e professores.
A revolução, disse ele, nunca será destruída por um inimigo exterior, mas por “nós, seus filhos, que podemos desfazê-la como um pedaço de história que já não serve para nada”.
Com relativa impunidade, propagaram-se por Cuba coisas como construções ilegais, a ocupação não autorizada de casas, o comércio ilícito de bens e serviços, o roubo e a matança de gado, a captura de espécies marinhas em perigo de extinção, jogar lixo pelas ruas, fazer as próprias necessidades fisiológicas nos parques e sujar as paredes de edifícios públicos.
