Estudo aponta infarto mais precoce em São Paulo do que em outros estados

Pacientes que tiveram infarto e receberam atendimento em unidades da Rede D’Or em São Paulo apresentaram idade média de 58 anos, cerca de uma década abaixo da observada em outros estados analisados. O levantamento reuniu 4.921 pessoas com suspeita de infarto atendidas entre janeiro de 2025 e março de 2026 em 59 unidades privadas de seis unidades da Federação.
Dos atendimentos avaliados, 2.194 resultaram em diagnóstico confirmado de infarto. São Paulo somou 572 casos, enquanto o Rio de Janeiro, com 764, registrou o maior número. A idade média foi de 62 anos no Rio, 67 no Distrito Federal, 67,5 em Minas Gerais, 69 na Bahia e 70 em Pernambuco. Mais de 70% dos pacientes tinham ao menos um fator de risco cardiovascular, e a hipertensão foi o mais frequente.
O cardiologista Antônio Aurélio Fagundes afirmou que hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol alto e sedentarismo seguem entre os principais riscos, mas que estresse e poluição também podem contribuir. A análise não investigou as razões da diferença etária e não permite relacioná-la diretamente à vida em São Paulo; além disso, os dados representam o perfil de pacientes atendidos na rede privada.
