Infarto pode ter sido causa da morte de Paulo Malhães, diz legista
As causas da morte do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, 77 anos, encontrado morto em seu sítio nesta sexta-feira, foram edema pulmonar, isquemia de miocárdio e miocardiopatia hipertrófica, segundo a Guia de Sepultamento do militar. O documento é necessário para realizar o enterro.
O perito criminal e médico legista Nelson Massini, com base nas informações do texto, aponta que o militar possivelmente teve um infarto por causa do que ocorria no momento da morte.
De acordo com o especialista, os dados da guia indicam que o óbito não foi ocasionado por algum tipo de violência, como asfixia, uma das possibilidades investigadas pela polícia. As hipóteses levantadas são latrocínio (roubo seguido de morte), vingança pessoal ou queima de arquivo.
“Edema pulmonar e isquemia de miocárdio provavelmente é infarto. Ele deve ter infartado com a história toda. Deve ter ficado nervoso e sofrido muito na hora, causando uma insuficiência cardíaca”, disse Massini.
Malhães tomou os noticiários ao contar como funcionava o centro de tortura clandestino da ditadura em Petrópolis. Ele também revelou o destino do corpo do ex-deputado Rubens Paiva. O militar teve atuação de destaque na repressão política durante a ditadura e, no mês passado, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), assumiu ter participado de torturas, mortes e desaparecimentos de presos políticos.
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