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Influenciadora com doença rara morre após 7 AVCs e 5 paradas cardíacas

A influenciadora Rita Ephrem. Foto: Reprodução

A influenciadora Rita Ephrem, conhecida como Ritinha, morreu aos 31 anos em São Paulo. Nascida em Belo Horizonte (MG), filha de libaneses, ela passou parte da juventude no país dos pais, onde estudou engenharia mecatrônica e atuou como atleta de futsal, com participação em competições internacionais.

Rita convivia com uma doença genética ultrarrara ainda não catalogada. “Por conta de um erro inato no meu sistema de defesa, 100% das minhas células atacam todo o meu corpo e causam uma inflamação generalizada”, afirmou em entrevista. Ela também tinha imunodeficiência comum variável, condição que impede a produção adequada de anticorpos.

Os sintomas começaram aos 25 anos, já no Brasil, com febres, dores e alterações fisiológicas. “Lembro de uma vez que voltei do meu treino, dormi e acordei não andando mais. Foi uma coisa muito assustadora para mim”, relatou. O diagnóstico só foi confirmado após exame genético em São Paulo.

Ao longo do tratamento, passou três anos e meio internada, com sete AVCs, dezenas de tromboses, infecções generalizadas, mais de 20 intubações e cinco paradas cardíacas. “Posso dizer que, apesar de tudo, a minha história não é triste. É uma história de amor”, disse ela em uma de suas redes sociais antes de morrer.