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Injeção aprovada pela Anvisa contra HIV não é vacina e precisa ser administrado a cada 6 meses

Frasco de lenacapavir. Foto: reprodução

A Anvisa aprovou na última segunda-feira (12) o lenacapavir, primeiro medicamento injetável para prevenção do HIV que protege com eficácia de quase 100% com uma dose a cada seis meses. Desenvolvido pelo laboratório Gilead Sciences, o fármaco será vendido como Sunlenca e já tem aval nos EUA e Europa. Ele é indicado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para pessoas acima de 12 anos, com peso maior que 35 kg e teste negativo para o vírus.

Diferente da PrEP oral, disponível no SUS em comprimidos diários, a versão injetável de longa duração promete superar a barreira da adesão. “Enquanto uma vacina contra o HIV continua fora de alcance, o lenacapavir é a melhor alternativa”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, que recomenda o medicamento desde julho do ano passado.

Especialistas esclarecem que a injeção não é uma vacina, pois não induz resposta imunológica. “É um medicamento que, caso a pessoa tenha contato com o vírus, não dá tempo de ele se desenvolver porque o remédio já está circulando”, explica José Valdez Madruga, da Sociedade Brasileira de Infectologia. A proteção cessa se a administração for interrompida.