Instituto de Defesa dos Direitos Humanos denuncia “intenções políticas” na prisão de ativistas no Rio
O Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (DDH) denunciou, na tarde de hoje (12), em nota, o poder Judiciário do Rio de Janeiro de “decisão antidemocrática e arbitrária” pela prisão de manifestantes à véspera da final da Copa do Mundo e a “intenção política” para inibir protestos. Aproximadamente 60 mandados foram expedidos desde quarta-feira (9), sendo cumpridos neste sábado. Já são 17 presos, incluindo uma advogada, dois adolescentes apreendidos e nove ativistas não encontrados nas buscas da Polícia Civil. O Instituto diz que “nítida é a intenção política de inibir protestos no último dia do evento.”
“Prova disso é que entre policiais e soldados o governo reserva 26 mil homens para fazer segurança da final da Copa. Advogados do DDH e de outros coletivos estão na Cidade da Polícia prestando assessoria jurídica aos manifestantes presos. Ninguém ficará para trás”, afirma o texto do DDH.
Desde a manhã de hoje, os mandados são executados contra militantes e ativistas do Rio de Janeiro. Pessoas tiveram casas revistadas. Manifestantes que já tenham sido detidos ou que sejam investigados por inquéritos da Polícia Civil são os principais alvos da operação. Os mandados são para prisão temporária de cinco dias.
“Sua transferência para o Complexo Penitenciário de Bangu pode se dar ainda hoje. Dia no qual Defensoria Pública, Legislativo e outros órgãos do Estado que poderiam atuar contra esta arbitrariedade estão em regime de plantão, dificultando sua atuação. Fatos que, somados ao curto prazo de prisão, evidenciam o propósito único de neutralizar, reprimir e amedrontar aqueles e aquelas que têm feito da presença na rua uma das suas formas de expressão e luta por justiça social”, finaliza a nota da Justiça Global.
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