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Insuficiência renal crônica pode avançar em idosos; saiba como prevenir

Pessoa idosa em atendimento médico
Pessoa idosa em atendimento médico. Foto: Reprodução

A doença renal crônica atinge cerca de 674 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição reduz progressivamente a capacidade dos rins de filtrar o sangue e eliminar toxinas. Embora seja mais comum entre idosos, especialistas alertam que ela não deve ser tratada como consequência natural do envelhecimento. “O envelhecimento provoca uma redução fisiológica da função dos rins, mas isso não significa que toda pessoa idosa desenvolverá insuficiência renal crônica”, afirma a geriatra Dra. Priscila Guerra.

A enfermidade pode avançar por muito tempo sem provocar sintomas, o que leva muitos pacientes a descobrirem o problema quando os rins já perderam parte importante da capacidade de filtração. “Nos estágios iniciais, a doença renal crônica geralmente não causa sintomas. O paciente pode se sentir completamente bem enquanto a função dos rins está diminuindo lentamente”, alerta a nefrologista e clínica médica Dra. Renata Asnis. Entre os sinais mais comuns estão inchaço nas pernas, cansaço excessivo, alterações na urina, perda de apetite, náuseas e dificuldade para controlar a pressão arterial.

Hipertensão e diabetes descontrolados estão entre os principais fatores de risco, pois provocam lesões progressivas nos pequenos vasos sanguíneos dos rins. A automedicação, especialmente com anti-inflamatórios usados para dores musculares e articulares, também pode agravar lesões renais, sobretudo em idosos. O diagnóstico precoce não costuma curar a doença, mas permite retardar sua evolução, reduzir complicações e preservar a função renal por mais tempo com acompanhamento médico, controle de doenças crônicas, alimentação equilibrada, hidratação adequada e atividade física.