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Inteligência artificial acelera descoberta de tratamentos para doenças incuráveis; entenda

Robô movido por IA. Foto: Getty Images/BBC

A inteligência artificial (IA) tem acelerado a descoberta de novos tratamentos para doenças antes consideradas incuráveis ou de difícil controle, como Parkinson, infecções por bactérias resistentes e doenças raras. Pesquisadores utilizam algoritmos para analisar milhões de compostos químicos em poucos dias, processo que antes levava meses e exigia altos custos. Segundo o professor James Collins, do MIT, “em questão de dias ou horas, podemos examinar imensas bibliotecas” de substâncias com potencial terapêutico. Com informações da BBC.

Na área de antibióticos, a IA já permitiu identificar novos compostos capazes de combater bactérias altamente resistentes, como a causadora da gonorreia e o Staphylococcus aureus resistente à meticilina. Em estudos recentes, milhões de estruturas químicas foram analisadas, resultando na seleção de substâncias promissoras que agora passam por testes laboratoriais. A expectativa é que esses compostos formem uma nova classe de medicamentos.

A tecnologia também vem sendo aplicada no estudo de doenças neurodegenerativas, como o Parkinson, que ainda não possui tratamento capaz de interromper sua progressão. Com apoio de aprendizado de máquina, pesquisadores conseguiram identificar novas moléculas que podem atuar sobre proteínas associadas à doença. “Podemos analisar estes dados e fazer previsões muito precisas”, afirmou o pesquisador Michele Vendruscolo, destacando a velocidade inédita desse tipo de análise.

Além da criação de novos remédios, a IA também tem sido usada para redirecionar medicamentos já existentes para outras doenças. Modelos computacionais analisam milhares de combinações entre fármacos e enfermidades, apontando possíveis usos terapêuticos. Apesar dos avanços, especialistas alertam que a tecnologia ainda enfrenta limitações, especialmente na disponibilidade de dados e nas etapas finais de testes clínicos.