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Tomaram conta? Interesse por carros chineses dispara 515% no Brasil, diz estudo

O BYD Dolphin Mini 2027. Foto: Vitória Drehmer/Autoesporte

O interesse por carros chineses no Brasil cresceu 515% nos últimos cinco anos, segundo um estudo inédito da Timelens, empresa da FutureBrand São Paulo, que analisou mais de 110 milhões de menções na internet. O avanço acompanha a expansão das marcas no país, especialmente a partir de 2023, quando a BYD ampliou sua linha de veículos, a GWM iniciou operação local e novas fabricantes asiáticas passaram a disputar espaço no mercado brasileiro.

A pesquisa também identificou uma mudança nas conversas sobre mobilidade: as menções a modelos híbridos e elétricos cresceram 112% no período. Os híbridos plenos ainda concentram 41% das citações sobre veículos eletrificados, mas perderam 45,5% de interesse. Já os elétricos avançaram 116%, enquanto os híbridos plug-in registraram alta de 211%. Para Filippo Vidal, sócio e diretor da FutureBrand São Paulo, “as opções plug-in puxam a próxima grande onda de adoção por oferecerem a autonomia ideal para o momento”.

O levantamento indica que conforto passou a pesar mais na decisão de compra, citado como principal atributo por 41,7% dos entrevistados, à frente da economia de combustível. SUVs médios e premium já respondem por cerca de 40% das conversas sobre carros chineses, enquanto sedãs asiáticos voltaram ao radar: o interesse por compactos e médios cresceu 939%, e os sedãs de luxo tiveram alta superior a 2.000%. Em 2025, o Brasil emplacou 223.912 veículos eletrificados, alta de 26% sobre 2024, e a ABVE projeta 300 mil unidades neste ano.