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Internet discada ainda existe? A conexão que marcou os anos 2000 no Brasil

Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução

Uma pesquisa do IBGE de 2025 aponta que apenas 5% dos domicílios brasileiros não têm acesso à internet, enquanto 89,2% das casas já usam banda larga fixa. O cenário contrasta com o período em que a internet discada dominava o acesso doméstico, especialmente entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000, quando provedores como iG, Terra, UOL, POP e iBest distribuíam discadores e promoções em CDs.

A conexão discada usava a linha telefônica fixa para ligar o computador ao provedor. O acesso funcionava como uma chamada comum, cobrada por pulsos, o que fazia muitos usuários esperarem horários mais baratos, como depois da meia-noite ou aos domingos. Enquanto o computador estava conectado, a linha ficava ocupada; tirar o telefone do gancho derrubava a navegação. A velocidade variava de 14,4 kbps a 56,6 kbps, muito abaixo dos padrões atuais, e o barulho do modem era a troca de sinais sonoros entre a máquina do usuário e a estrutura do provedor.

A internet discada não desapareceu oficialmente, mas virou uma solução rara. Nos Estados Unidos, empresas como EarthLink e NetZero ainda oferecem acesso para usos específicos, mesmo após o fim do serviço discado da AOL em 2025. No Brasil, antigos provedores migraram para banda larga, principalmente via fibra, e a Anatel já não divulga estatísticas específicas sobre acessos discados por falta de representatividade. A agência identificou até 586 mil assinantes com conexão por cabos metálicos, dos quais 21 mil tinham velocidade inferior a 512 kbps. “Não é possível afirmar que todos são discados, mas apresentam características similares. Esse quantitativo é muito inferior ao informado na pesquisa”, afirmou a Anatel.