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Intervenção no Rio ocorreu no aniversário de 50 anos do AI-5

Por coincidência, o decreto de Michel Temer instalando uma intervenção militar no setor de segurança pública do governo do Rio de Janeiro tem um paralelo bizarro com a ditadura militar. O AI-5, decretado no dia 13 de dezembro de 1968, vai completar 50 anos em 2018.

O ato governamental dos generais abriu as portas para a censura de imprensa que se instalou dentro das redações dos grandes grupos de mídia. A mesma imprensa que, quatro anos antes, apoiou o golpe militar de maneira canalha contra João Goulart.

Em dia de intervenção militar, leia a definição da Wikipedia brasileira sobre o AI-5:

“O Ato Institucional Número Cinco (AI-5) foi o quinto de dezessete grandes decretos emitidos pela ditadura militar nos anos que se seguiram ao golpe de estado de 1964 no Brasil. Os atos institucionais foram a maior forma de legislação durante o regime militar, dado que, em nome do “Comando Supremo da Revolução” (liderança do regime), derrubaram até a Constituição da Nação, e foram aplicadas sem a possibilidade de revisão judicial.

O AI-5, o mais severo de todos os Atos Institucionais, foi emitido pelo presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968. Isso resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções ordenadas pelo presidente nos municípios e estados e também na suspensão de quaisquer garantias constitucionais que eventualmente resultaram na institucionalização da tortura, comumente usada como instrumento pelo Estado”.

A censura, a tortura e o fim da liberdade de imprensa estão todos conectados com o que aconteceu naquela ditadura.

Vamos deixar as mesmas coisas voltarem? Certas coincidências servem pra todo mundo parar e pensar.

Tanques na rua após o golpe militar. Foto: Reprodução/R7