Intoxicação: associação de profissionais de piscina questiona diploma de dono de academia

O sócio da C4 Gym, Celso Bertolo Cruz, apresentou à polícia um certificado de tratamento de água com carga horária de apenas 4 horas, realizado em agosto de 2023. A academia é investigada pela morte da aluna Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, e pela internação de outras seis pessoas após usarem a piscina no último sábado (7). O responsável direto pela manutenção era o manobrista Severino José da Silva, que recebia orientações por WhatsApp de Celso.
A Associação Nacional das Empresas e Profissionais de Piscinas (Anapp) considera a carga horária insuficiente. “É impossível. Talvez sirva para orientação básica em piscina residencial, mas não em uma piscina coletiva dentro de academia”, afirmou João Marques Junior, gerente da entidade. Segundo ele, a norma NBR 10.339 da ABNT estabelece conteúdo mínimo, e cursos para auxiliar técnico exigem ao menos 160 horas, conforme o Conselho Federal de Química.
A C4 Gym segue interditada. Além da morte de Juliana, que sofreu parada cardíaca, seu marido permanece internado em estado grave, assim como um adolescente de 14 anos. Outra aluna de 29 anos está na UTI com náuseas, vômitos e diarreia. Os sócios foram indiciados por homicídio com dolo eventual e a polícia investiga o caso.

