Invasão chilena no Maracanã expõe problema de segurança da Copa
Uma invasão de cerca de 100 torcedores chilenos no Maracanã causou um tumulto no centro de mídia do estádio a menos de uma hora do início da partida entre Chile e Espanha, nesta quarta-feira.
O incidente expôs problemas na segurança dentro dos estádios da Copa do Mundo, em parte relacionados a falhas de segurança e falta de vigilantes privados contratados pela Fifa.
Diferentemente do que ocorre nos campeonatos nacionais, a segurança nos estádios da Copa do Mundo não é feita por policiais militares, mas por vigilantes privados chamados de “stewards”, que são contratados pelo Comitê Organizador Local (COL). Segundo órgão, o número desses agentes por jogo varia entre 900 e 1.200.
A maioria desses agentes foi treinada a menos de dois meses do início de mundial, e a falta da quantidade necessária desses profissionais já foi constatada em ao menos dois estádios da Copa – em Brasília e em Fortaleza.
No Maracanã, os stewards não conseguiram impedir a invasão de 85 torcedores chilenos, que ultrapassaram o bloqueio da segurança e correram em direção ao portão do estacionamento, para tentar entrar no estádio. Os invasores então seguiram até o centro de mídia, onde derrubaram uma das paredes da estrutura provisória montada pela Fifa no local. Após o incidente, a Fifa e o COL divulgaram um comunicado oficial condenando as atitudes dos torcedores chilenos e dizendo que irão informar em breve as medidas que serão tomadas para evitar novos incidentes.
Para conter a situação, o COL precisou pedir ajuda da Polícia Militar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, os 85 suspeitos foram detidos.
Os torcedores detidos terão 72 horas para deixar o país ou serão deportados, segundo a Polícia Federal.
A informação inicial era que eles seriam autuados por resistência a prisão, desacato a autoridade a danos ao patrimônio. Mas após negociações diplomáticas eles devem ser autuados apenas por má conduta, infração prevista no Estatuto do Torcedor. Devem responder à Justiça já fora do país.
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