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Investigado em caso de propina da Alstom, Andrea Matarazzo diz que “não tem ideia” do assunto

 

O vereador Andrea Matarazzo declarou não ter “a mais vaga ideia” do pagamento de propina pela Alstom a diretores de estatais de energia de São Paulo.

Por decisão da Justiça Federal, Matarazzo, que chefiou a pasta da Energia em 1998, será investigado em novo inquérito policial que vai apurar seu suposto envolvimento no caso. Embora ele não tenha sido denunciado pelo Ministério Público Federal no final de janeiro, os procuradores Rodrigo de Grandis e Andrey Borges de Mendonça pediram à Justiça que fosse investigado em um inquérito a parte.

A Justiça Federal aceitou denúncia do MPF e abriu processo contra 11 acusados de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo propina da Alstom a diretores de estatais paulistas. Entre os 11 estão os ex-presidente da EPTE José Sidnei Martini Colombo e o ex-diretor Celso Sebastião Cerchiari.

“Não tenho a menor idéia do que se trata esse assunto. Meu nome não está em nenhum lugar. Posso te assegurar que não tenho a mais vaga idéia do que se trata esse assunto”, afirmou Matarazzo ao sair de uma oitiva no Ministério Público paulista sobre o mesmo caso em questão, que também é investigado na esfera estadual.

“O assunto era da diretoria da empresa. Nunca passou pelo conselho de administração, do qual eu e mais 12 pessoas fazíamos parte. Isso não está em nenhuma das atas”, disse. “Se vai para essa situação de que como secretário eu tinha que saber… é difícil. Você sabe o que se passa dentro do conselho porque está dentro do âmbito do seu trabalho. Ninguém nunca falou comigo, nem eu assinei nada e nem discuti esse assunto”.

 

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