Irã endurece exigências e cobra indenização dos EUA para reabrir Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (09) que não reabrirá o Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos não cumprirem as condições impostas por Teerã, entre elas o pagamento de indenização pelos danos da guerra. O bloqueio da rota, por onde passavam cerca de 20% do transporte mundial de energia antes do conflito, começou após os ataques dos EUA e de Israel no fim de fevereiro. Com informações do g1.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano exige o fim definitivo da guerra e de ações contra aliados de Teerã no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque. A lista também inclui a retirada das forças americanas da região, o fim do bloqueio naval aos portos iranianos, a suspensão das sanções e a liberação de ativos congelados. O chanceler Abbas Araghchi disse que as conversas com Omã sobre o trânsito no estreito avançam, mas condicionou a reabertura às demais exigências e negou negociações diretas com Washington.
Os ataques a embarcações na rota continuam. Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atingir com míssil um petroleiro da estatal ADNOC, sem vítimas, enquanto a agência marítima britânica UKMTO relatou que um navio foi atingido por um projétil perto de Omã e sofreu um incêndio controlado. Omã condenou os ataques e pediu medidas para não comprometer as negociações. No Mar Vermelho, alternativa a Ormuz, os houthis anunciaram um ataque contra uma instalação petrolífera saudita.
