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Como o corpo de Khamenei foi preservado por 4 meses antes de velório no Irã

Retrato de Ali Khamenei em cerimônia pública de despedida
Retrato de Ali Khamenei exibido em cerimônia pública de despedida no Grande Palácio Imam Khomeini. Foto: Reprodução

Autoridades iranianas vão sepultar o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, nesta quinta-feira (9) em Mashhad, cidade sagrada para os xiitas. Ele morreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, em um ataque dos dois países. Uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses também morreram no bombardeio.

O governo iraniano preservou por quatro meses os corpos de Khamenei e dos familiares mortos no ataque. Pela tradição islâmica, o enterro costuma ocorrer poucos dias após a morte, mas as autoridades anunciaram no início de março o adiamento da cerimônia por questões de logística e segurança. As homenagens começaram no sábado (4) e reuniram milhões de pessoas, segundo a imprensa estatal.

Antes das cerimônias, o porta-voz do comitê organizador, Iman Attarzadeh, afirmou que os corpos permaneceram sob cuidados religiosos e legais. “Anunciamos que os corpos de nosso imã mártir e de seus familiares mártires, após terem recebido todo o respeito e cuidado necessários, foram preservados até agora em conformidade com as normas religiosas e legais”, disse. À Fox News, o historiador iraquiano Omar Mohammed afirmou que a hipótese mais provável é que o corpo tenha ficado em uma câmara frigorífica, prática que a lei islâmica xiita permite em situações excepcionais.