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Irmão de Doria fez parte do conluio que indicou presidente da Ancine afastado pela Justiça

Da coluna de Lauro Jardim

Raul Doria e João Doria

A indicação de Christian de Castro à presidência da Ancine, em 2017, teve um forte cabo eleitoral: o produtor de cinema Raul Doria, irmão do atual governador de São Paulo. Recentemente, Christian foi afastado do cargo por ter feito conluio com o então ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão e outros servidores da agência, justamente para conseguir o cargo.

O MPF juntou à ação — que investiga o grupo de Sá Leitão e Christian por violação de sigilo funcional, denunciação caluniosa, prevaricação, calúnia, difamação, injúria e associação criminosa — conversas de Whatsapp entre Raul e Christian, obtidas após a quebra de sigilo telefônico do presidente afastado da Ancine.

Em uma das mensagens, Raul comunica a Christian que tentaria que seu irmão, João Doria, o indicasse a Michel Temer. E que era para ele pedir para “Sérgio” escrever um esboço desse texto para lhe ser repassado posteriormente. Em outra mensagem, Sá Leitão escreve como se fosse João Doria, e envia o seguinte texto a Christian:

— Senhor presidente: A Ancine e a política do audiovisual são muito importantes para o país neste contexto de saída da crise. Há um grande potencial de agenda positiva. A Ancine precisa trabalhar para o governo, saindo da esfera de domínio do PT e do PCdoB. O ministro da Cultura vai levar ao senhor um nome excelente para liderara a Ancine. Christian de Castro. É um executivo bem-sucedido que tem o respaldo de boa parte do setor audiovisual. E apoio político. Forte abraço!

(…)