Irmão de Eloá, tenente da Rota baleado também é réu por morte violenta

O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, baleado na cabeça durante um atentado no sábado (27), também responde a uma investigação pela morte de João Francisco Silva de Sousa, de 22 anos, em uma operação policial realizada em janeiro, em Suzano, na Grande São Paulo. Com informações do Uol.
Segundo o inquérito policial militar, Ronickson comandava a equipe e efetuou dois disparos de fuzil. O cabo Edson Andrade Valério também atirou duas vezes, com uma pistola. João morreu no local após quatro tiros. O laudo necroscópico apontou hemorragia interna causada por disparos que perfuraram o tórax e provocaram lesões no pulmão, coração, fígado e intestino.
Os policiais investigavam uma denúncia anônima sobre armazenamento de drogas em Itaquaquecetuba. Depois de prender um suspeito e apreender armas, munições, drogas e equipamentos usados no tráfico, a equipe seguiu para uma chácara em Suzano. Ronickson relatou que João reagiu à abordagem e que apreendeu uma pistola com numeração raspada e munições. A câmera corporal do tenente registrou a ação, mas a descrição oficial das imagens não informa se João atirou contra os policiais. No registro, Ronickson diz “perdeu, perdeu, ladrão” antes dos tiros.
A PM concluiu que os agentes agiram em legítima defesa e homologou a apuração em março. O Ministério Público Militar discordou e defendeu que o caso siga para o Tribunal do Júri; em abril, a Justiça Militar enviou o processo à Justiça comum. Após o atentado de sábado, Ronickson passou por cirurgia neurológica no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e permanece internado em estado grave, mas estável. A Justiça decretou prisão temporária de dois suspeitos do ataque.
