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Irmão de Geddel chama de “sacanagem” operação da PF em mensagem a Jucá, a quem agradece por “carinho paternal”

 

Do Congresso em Foco:

Irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso depois de esconder malas com mais R$ 51 milhões em um apartamento, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) manifestou solidariedade ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a respeito da ação da Polícia Federal que teve como alvos familiares do senador. Em mensagem de celular, Geddel classifica como “sacanagem” as operações de busca e apreensão que, no âmbito da Operação Anel de Giges, procuram apurar a atuação de uma organização criminosa acusada de peculato, lavagem de dinheiro e desvios de verbas públicas em Roraima.

O apoio foi prestado a Jucá com linguagem típica de mensagens de celular. “Essa sacanagem é em função do caso de Aécio, para inibir o Senado, são indignos, não tenho poder em ajudar em nada, mas ao menos quero retribuir o carinho paternal que você tem dedicado a mim e sou grato! Qualquer coisa estarei em Brasília direto! Abraços e dá um beijo na minha amiga Tereza!”, escreveu Lúcio Vieira Lima, em mensagem de WhatsApp, referindo-se à prefeita de Boa Vista e ex-mulher de Jucá, Teresa Surita.

Como já havia expressado verbalmente ao chegar ao Senado nesta quinta-feira (28), Jucá respondeu ao colega dizendo que a ação da PF não o intimidará. “Valeu, amigo. Obrigado. Está tudo bem. Não ten… [ilegível]. Não vou me intimidar. Abraços”, devolveu o senador, como se vê no registro do fotojornalista Lula Marques (foto acima).

Em nota sobre a ação da PF (leia íntegra do texto abaixo), o senador Jucá resolveu acusar a juíza que a determinou. “Recebo essa agressão a mim e a minha família como uma retaliação  de uma juíza federal, que, por abuso de autoridade, já responde a processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Tornarei público  todos os documentos que demonstrarão a inépcia da operação de hoje”, reclamou o peemedebista.

“Quadrilhão”

Jucá e Geddel Vieira Lima constam de denúncias de corrupção apresentadas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot na reta final de seu mandato à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), concluído em 17 de setembro. Ambos representam, segundo o procurador, organizações criminosas em ação nas respectivas Casa legislativas, Senado e Câmara – antes de integrar a equipe de ministros mais próximos de Temer, que também foi denunciado por corrupção, obstrução à Justiça e organização criminosa, Geddel foi deputado pelo PMDB da Bahia.

Já Lúcio Vieira Lima, em que pesem os contextos partidários e familiar com o irmão, não consta da denúncia referente ao chamado “quadrilhão do PMDB”. Mas o irmão do ex-ministro também tem pendências judiciais: segundo levantamento periódico e exclusivo do Congresso em Foco junto aos dados do Supremo Tribunal Federal (STF), ele é investigado no inquérito 4437, por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato, o deputado recebeu R$ 1 milhão da empreiteira para ajudar aprovar legislação de interesse do grupo no Congresso.

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