Irmão do caseiro do sítio de Atibaia denuncia truculência da PF e MPF

Publicado em 21 junho, 2018 7:49 am

O juiz Sergio Moro afirmou que vai apurar a denúncia de que houve abuso de autoridade durante as investigações sobre o sítio de Atibaia. Em depoimento nesta quarta-feira, Lietides Pereira Vieira, irmão do caseiro da propriedade, relatou que a mulher dele, conhecida como Lena, foi retirada da casa dela, por volta de 6h da manhã, e levada a prestar depoimento dentro do sítio, junto com o filho de 8 anos. Os dois foram levados por procuradores da Lava-Jato e policiais federais.

Segundo Lietides, que prestou serviços no sítio como eletricista, o menino adoeceu e faz tratamento psicológico até hoje. Lietides prestou depoimento nesta quarta-feira como testemunha de defesa de Lula no processo sobre o sítio de Atibaia.

O eletricista disse que a mulher ficou cerca de uma uma hora no sítio, prestando depoimento. Depois, segundo ele, ela foi levada de volta para casa. Ainda segundo Lietides, durante o tempo em que estiveram no sítio policiais e procuradores perguntaram se ela tinha visto Lula no sítio e para quem ela trabalhava. Segundo o MPF, tudo correu de acordo com a lei:

— Não precisamos constranger ninguém para obter um depoimento. Não ouvi o que foi dito hoje, mas aparenta ser história mal contada — afirmou Januário Paludo, integrante da força tarefa da Lava-Jato.

O pedreiro Edvaldo Vieira, outro irmão do caseiro do sítio de Atibaia, também disse ter sido visitado por procuradores do Ministério Público Federal e entregou cópia de uma gravação da conversa com os procuradores. Afirmou que se sentiu intimidado. Os relatos foram feitos a partir de perguntas feitas pela defesa de Fernando Bittar. Moro quis saber qual a relevância dos relatos e se havia alguma prova ilícita. Perguntou ainda se havia alguma ilegalidade na oitiva das testemunhas.

– Vossa excelência dirá no momento próprio – afirmou o advogado de Bittar, Alberto Toron.

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