Rooftop de condomínio onde universitária morreu não tinha câmeras

O rooftop do condomínio em que a estudante de direito Isabelle Caracristi morreu, em 13 de setembro, não tinha câmeras de segurança, informou o perito-geral da Perícia Forense do Ceará, Júlio Torres. Em coletiva, a Polícia Civil do Ceará afirmou que imagens de outros pontos do prédio e das proximidades embasaram a conclusão de que a queda foi voluntária.
A polícia prendeu preventivamente João Munhoz Neto, namorado de Isabelle, e investiga possíveis crimes de indução ao suicídio, obstrução de provas e abuso psicológico. O delegado-chefe Márcio Gutiérrez disse que depoimentos apontam uma relação de controle excessivo, com restrições à circulação da jovem. Dez pessoas já prestaram depoimento, enquanto celulares, outros dispositivos e imagens seguem sob análise.
Segundo a investigação, João teria voltado ao condomínio no dia seguinte à morte para procurar o celular de Isabelle e pedido que familiares dela não entrassem no local. A mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz, perdeu o cargo comissionado que ocupava na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará; a pasta classificou a medida como estritamente administrativa.
