Israel aposta em maconha com fim medicinal e 25 mil pacientes podem usá-la
Reportagem de Daniela Kresch na Folha, de Tel Aviv.
Terra do leite e do mel. E da maconha. A erva, cada vez mais usada para fins medicinais, está no cerne da vida e da pesquisa biotecnológica em Israel. Nada menos do que 27% da população de 18 a 45 anos um dos maiores percentuais do mundo consumiu cânabis em 2017.
A demanda levou à criação, por exemplo, do “Uber da maconha”, o popular aplicativo Telegrass, para fornecimento anônimo em casa.
Israel descriminalizou parcialmente o uso recreativo da erva em 2017. Sob a nova política, os fumantes flagrados em público estão sujeitos a multas. Só quem for pego muitas vezes é indiciado.
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Vinte e dois laboratórios estão autorizados a vender medicamentos aos 25 mil pacientes israelenses que têm permissão para usar cânabis medicinal. Mas é grande a pressão para aumentar esse número e desburocratizar a certificação de médicos que possam dar receitas.
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