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Israel deporta judias americanas por participarem de colheita com palestinos

A colheita de azeitonas é vista como uma oportunidade significativa para fortalecer laços de solidariedade entre israelenses e palestinos. Foto: Divulgação

Duas mulheres judias dos Estados Unidos serão deportadas de Israel após participarem de uma colheita de azeitonas ao lado de palestinos na vila de Burin, na Cisjordânia. Elas faziam parte de um programa da organização Achvat Amim, voltado à convivência entre judeus e palestinos, e se uniram como voluntárias à ONG Rabinos pelos Direitos Humanos.

Segundo a entidade, a colheita é um gesto simbólico de cooperação intercomunitária e resistência não violenta, que há anos reúne israelenses e estrangeiros comprometidos com a igualdade. Durante o deslocamento até o local, o grupo foi parado por soldados israelenses, que declararam a área como zona de controle militar e impediram a passagem.

Os voluntários tentaram seguir por outra rota, mas tiveram os ônibus retidos e as chaves confiscadas. Todos foram detidos e tiveram documentos recolhidos. Os israelenses foram liberados após interrogatório, enquanto as duas norte-americanas receberam ordem de deportação.

A Achvat Amim iniciou uma campanha internacional contra a medida, alegando que a deportação busca “silenciar vozes judaicas que defendem os direitos humanos e a coexistência”. As mulheres, que já viveram em Jerusalém e possuem familiares no país, foram impedidas de falar publicamente sobre o caso.