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A ilha da “Odisseia” existe? Ítaca ainda preserva marcas da história de Ulisses

A torre helenística no Terraço Superior do Odysseion, em Ítaca. Foto: Reprodução

Ítaca, no Mar Jônico, segue ligada à “Odisseia” mais de dois milênios depois da consolidação do poema atribuído a Homero. A obra narra a volta de Odisseu para casa após a Guerra de Troia, enfrentando deuses, criaturas e armadilhas até reencontrar a ilha governada por Penélope durante sua ausência.

A identificação entre a Ítaca real e a ilha do épico vem desde a Antiguidade, embora estudiosos apontem diferenças entre a geografia descrita no poema e o território montanhoso atual. A ilha, habitada há cerca de 5 mil anos, passou por domínios romanos, bizantinos, venezianos, otomanos, russos, franceses e britânicos antes de integrar a Grécia moderna no século 19.

Locais associados ao herói ainda atraem visitantes, como a Fonte de Aretusa e a chamada Escola de Homero, no norte da ilha. Arqueólogos gregos afirmaram ter localizado ali ruínas ligadas ao palácio de Odisseu, e achados como taças, joias, vasos e moedas indicam que o espaço funcionou como local de culto popular séculos depois da composição do poema.