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Itália libera mulheres na concentração durante a Copa do Mundo

O técnico Cesare Prandelli resolveu liberar e autorizou que familiares, incluindo as namoradas, fiquem no mesmo resort luxuoso em Mangaratiba, no Rio de Janeiro. A convivência, porém, terá algumas regras. Os atletas vão dormir em quartos individuais em uma ala separada, enquanto as famílias em outra. “Escapadinhas” noturnas serão evitadas com a presença de seguranças nos corredores do hotel.

A convivência entre jogadores e acompanhantes está liberada apenas nas áreas comuns nos períodos em que não houver treinamento. A Itália vai usar o campo do próprio hotel, que hoje passa por reformas. Nas horas livres, os atletas poderão ir à praia particular, desfrutar do spa, curtir a piscina climatizada e conhecer os dromedários do safári exclusivo.

Quando se trata de concentrações longas nas equipes de futebol, o principal tema em discussão é sexo. No período da Copa, o sexo está liberado para os italianos, mas sem exageros para não interferir no planejamento da comissão técnica.

Prandelli quer evitar que o excesso ou problemas corriqueiros de casais atrapalhe o foco do grupo – a conquista do pentacampeonato mundial. As viagens para os jogos, em Manaus, Recife e Natal, terão apenas os atletas.

A seleção italiana usou a mesma estratégia na Copa das Confederações, e funcionou. O grupo permaneceu concentrado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e, constantemente, os atletas foram à praia com os familiares. Mesmo com um time desfigurado, a Itália chegou à semifinal e só foi eliminada nos pênaltis pela Espanha.

Um dos motivos para que Prandelli tenha tomado essa decisão é o fato de que a família passou a ter um significado diferente nos últimos anos. Em 2007, a esposa dele, Manuela Caffi, morreu vítima de câncer de mama, deixando dois filhos e mais de 30 anos de convivência com ele. Atualmente, Prandelli namora Novella Benini, com quem desfilou pelas praias cariocas durante a Copa das Confederações.

Se em 2002 era um crítico fervoroso e proibiu o sexo na concentração brasileira, Felipão amansou para o Mundial de 2014. “Se for sexo normal, sim. Se for normal é normal, não é lá em cima no telhado. Normalmente, o sexo normal é feito de forma equilibrada, mas tem algumas formas, alguns jeitos e outras pessoas que fazem malabarismos. Isso aí não pode”, havia dito o treinador um mês antes da convocação dos 23 jogadores.

Em contrapartida, o México, adversário de grupo do Brasil, radicalizou e proibiu sexo e álcool durante todo o Mundial. Isso se deve, provavelmente, ao fato de que atletas da seleção foram flagrados numa casa de striptease durante a Copa das Confederações. Para o técnico Miguel Herrera, um jogador não pode ser considerado um profissional se não conseguir suportar “20 e poucos dias” sem sexo.

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