Itália endurece regras para turistas e prevê multa por biquíni fora da praia

Cidades turísticas da Itália endureceram regras para visitantes neste verão europeu, principalmente em áreas de litoral e centros históricos. Municípios passaram a limitar comportamentos como circular de biquíni, maiô, sunga ou sem camisa fora da praia, comer sentado em bancos e muretas de áreas movimentadas, fumar na areia, bloquear pontos panorâmicos para selfies e andar em grupos turísticos grandes demais.
Em Gallipoli, na Puglia, uma norma assinada em junho proíbe permanecer ou circular sem camisa, em traje de banho, roupa íntima ou vestimenta considerada inadequada em vias, praças, parques, transporte público local, monumentos históricos, repartições públicas e lojas. A regra vale até 30 de setembro e não se aplica a praias, clubes de praia e acessos imediatos ao mar. Em Scalea, na Calábria, medida semelhante vale até 15 de setembro. Nas Ilhas Égadi, na Sicília, o Comune de Favignana informa multa de 25 a 150 euros para quem circular nos centros históricos em traje de banho ou sem camisa.
As restrições também alcançam outros destinos. Em Varenna, no Lago de Como, grupos guiados têm limite de 25 pessoas, e guias não podem usar amplificação de voz. Em Rimini, o município ampliou a proibição de fumar para todas as áreas concedidas a estabelecimentos balneares, salvo espaços sinalizados para fumantes, com multa de 25 a 500 euros. Em Pesaro, desde 1º de abril, o veto vale para toda a faixa de areia municipal, inclusive sob guarda-sol, e inclui cigarros tradicionais, eletrônicos e dispositivos de tabaco aquecido.
