Ives Gandra ataca ‘feudo familiar’ no STJD e diz que procurador-geral torce pelo Fluminense

Publicado em 17 dezembro, 2013 9:54 am

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é controlado por um clã, comparado a um feudo familiar, e deveria exigir concurso público para a definição dos magistrados.

Quem defende esta tese é o jurista Ives Gandra Martins, que defende a permanência da Portuguesa na Série A do Brasileirão e o rebaixamento do Fluminense.

“É necessário discutir efetivamente este feudo que se criou no Rio de Janeiro no STJD. É um feudo familiar. Eu gosto do avô do atual presidente, é muito meu amigo, mas uma família não pode dominar um tribunal. Eu sempre defendi o concurso público para o STJD”, diz Gandra.

“Os Zveiters dominam o STJD. O atual presidente (Flávio Zveiter) foi considerado um grande jurista já no terceiro ano de faculdade para ingressar no STJD. Nem o Miguel Reale no terceiro ano de faculdade era considerado um grande jurista.”

Segundo Gandra, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, abriu um importante precedente para a Lusa em 2010.

Na época, o Fluminense poderia perder pontos, pois escalou um jogador irregularmente. Schimitt afirmou, então, que havia uma questão “moral” que se sobrepunha à letra fria da lei.

O vídeo com essas declarações tem circulado na internet.

Segundo Gandra, a Portuguesa está sendo caçada pelo STJD porque o procurador-geral Paulo Schmitt mostra clara preferência pelo Fluminense.

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