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Jacob Zuma renuncia à Presidência da África do Sul por acusações de corrupção

Da Folha com informações da Associated Press e Reuters.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, renunciou nesta quarta (14) após dias de pressão do próprio partido, o CNA (Congresso Nacional Africano), e de uma série de acusações de corrupção que mancham seu histórico como um dos líderes da luta pelo fim de apartheid ao lado de Nelson Mandela (1918-2013).

Eleito em 2009 e reeleito em 2014, Zuma anunciou a decisão em um discurso de 30 minutos em Pretória transmitido pela TV. Ele afirmou discordar de como o partido que ajudou a erguer exigiu sua saída e se disse injustiçado —o CNA lhe dera ultimato de 48 horas na véspera.

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As negociações pela saída de Zuma se arrastavam havia dias. No fim de semana, segundo relatos da mídia sul-africana, ele já havia concordado em deixar o cargo, mas impusera condições.

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Ex-companheiro de prisão de Mandela (passou dez anos em Robben Island, até 1973), controverso, carismático e polígamo, Zuma, 75, é investigado por corrupção e foi absolvido, em 2006, de uma acusação de estupro.

Na época, afirmou publicamente em um país onde 12% da população era portadora do HIV que um banho evitaria o contágio do vírus.

Também está sob escrutínio sua ligação com a família Gupta, dona de um conglomerado que abrange de mineração à aviação civil, tecnologia e energia e emprega 10 mil pessoas, com receita anual de US$ 22 milhões.

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Presidente Jacob Zuma. [Foto: GCIS]