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Jairinho admite que dava rasteiras em Henry Borel, mas nega violência

Jairinho e advogados de defesa – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, afirmou nesta terça-feira (2), durante interrogatório no Tribunal do Júri, que costumava dar “bandas” (rasteiras) em Henry Borel, mas negou ter agredido ou torturado o menino de 4 anos, morto em março de 2021. Ao responder apenas às perguntas de sua defesa, declarou: “Eu já brinquei de dar banda no Henry, sim”. Com informações da Folha.

Questionado sobre como acontecia a brincadeira, Jairinho respondeu: “Você segura a criança e passa a perna por baixo. A mãe, o pai da Monique e a Monique já viram eu brincando com o Henry dessa maneira. (…) Não era escondido”. A declaração foi dada após testemunhas relatarem durante o julgamento episódios em que Henry teria mencionado “bandas” e “mocas” atribuídas ao então padrasto.

Durante o depoimento, o ex-vereador também falou sobre a morte da criança e afirmou: “A coisa que eu mais queria no mundo era que o Henry estivesse aqui com a gente. Queria que ele voltasse. (…) Como que eu vou fazer isso com ele? Que loucura”. Monique Medeiros, mãe de Henry e também ré no processo, não permaneceu no plenário durante o interrogatório.

Jairinho negou as acusações de tortura e agressões apresentadas pelo Ministério Público e declarou: “Eu estou indignado com esse negócio de tortura de criança. É uma coisa que não é possível de acontecer. Eu não fiz isso, eu não fiz isso com Henry. A Monique sabe que eu não fiz isso com Henry. O pai dele sabe que eu não fiz isso com Henry. Eu tô há cinco anos respondendo por algo que eu não fiz. Minha vida foi destruída por uma coisa que foi criada”. Ele também contestou relatos de violência apresentados por ex-companheiras e afirmou: “Tudo que começaram a falar de mim é especulação”.