Janaína lamenta expulsão de aluno da USP por importunação sexual a ex

A professora de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), Janaína Paschoal, manifestou-se em suas redes sociais sobre a expulsão do aluno Victor Henrique Ahlf Gomes, acusado de importunação sexual, perseguição, violência de gênero e ofensas de cunho racista e nazista contra a ex-namorada.
“Consignando meu respeito à Colenda Congregação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e reiterando minha mais profunda consideração ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, uma vez que a situação se tornou pública, por amor à Justiça, venho dizer que entendo desproporcional a expulsão do aluno Victor Ahlf”, publicou a jurista, acrescentando: “Não se tratasse de um aluno abertamente de direita, o espírito de conciliação teria falado mais alto.”
O caso ganhou repercussão por se tratar da primeira expulsão em 197 anos de história da Faculdade de Direito da USP, segundo atas oficiais da própria instituição. Ahlf, que já havia concluído o 5º ano do curso, foi impedido de colar grau após a congregação – órgão máximo da faculdade, formado por cerca de 40 membros – aprovar sua expulsão em uma votação majoritariamente favorável, depois de a USP investigar relatos de importunação sexual e agressões.
A situação começou quando o próprio Ahlf registrou denúncia contra a ex-namorada, acusando-a de “difamar sua imagem”. A instituição, entretanto, coletou depoimentos de mais de 20 pessoas e analisou mensagens de WhatsApp para concluir que a jovem era, na verdade, a vítima. Durante o relacionamento, ela relatou ter sofrido atos de importunação sexual e violência física. Além disso, uma colega negra teria sido alvo de comentários racistas e menções de cunho nazista por parte de Ahlf.
Em seu tuíte, Janaína ainda criticou o fato de o estudante ter ficado sem o direito de receber o diploma, apesar de ter concluído todos os créditos e obtido notas altas, incluindo um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) avaliado com nota máxima. “Ele errou ao iniciar uma demanda jurídica em face da ex-namorada, mas a inversão feita não poderia levar ao desfecho havido”, sustentou a professora, reforçando sua opinião de que a penalidade foi excessiva.
Consignando meu respeito à Colenda Congregação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e reiterando minha mais profunda consideração ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, uma vez que a situação se tornou pública, por amor à Justiça, venho dizer que…
— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) February 15, 2025
