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Janot alega sigilo profissional e foge da CPI da JBS

Do Uol:

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Jano, alegou sigilo profissional e recusou convite para depor na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS, que apura supostas irregularidades cometidas pelo frigorífico do grupo J&F, controlado pelos empresários Joesley e Wesley Batista.

Janot enviou ofício ao colegiado na sexta-feira (1º) após ser convidado a prestar esclarecimentos sobre o acordo de delação premiada de Joesley e outros executivos da J&F junto ao Ministério Público Federal quando ainda comandava a instituição. Sua substituta, Raquel Dodge, assumiu em setembro.

No texto, Janot diz dever declinar do “honroso convite” uma vez que o “sigilo profissional imposto aos membros do Ministério Público Federal, ali previsto [em referência à legislação], impede-me de prestar quaisquer esclarecimentos sobre atos praticados em razão da função desempenhada e afetos ao meu ofício”.

Ao todo, quatro requerimentos pedindo a presença de Janot foram aprovados. No entanto, como se tratava de convites – e não de convocações –, o agora subprocurador-geral da República não era obrigado a comparecer à CPMI. Todos os requerimentos foram apresentados por tucanos: o presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), e os deputados federais Rocha (PSDB-AC), Izalci Lucas (PSDB-DF) e Miguel Haddad (PSDB-SP).

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