Por que o Brasil deve ficar esperto com o Japão na Copa

O Japão chega ao mata-mata da Copa do Mundo de 2026 como um adversário que exige atenção do Brasil. A seleção asiática avançou em segundo lugar no grupo F, com uma vitória e dois empates, e combina organização ofensiva com aproveitamento alto nas finalizações.
Levantamento do Gato Mestre aponta que o Japão marcou um gol a cada 3,71 finalizações na fase de grupos. Apenas Noruega, com 3,43, e Portugal, com 3,67, tiveram eficiência maior na competição. A equipe finalizou 26 vezes, sendo 13 de fora da área; dois desses chutes terminaram em gol, com Nakamura e Ueda. De dentro da área, os japoneses marcaram cinco vezes.
A bola parada também aparece como recurso importante. Junya Ito cobra os escanteios e participou do lance que rendeu gol no empate por 2 a 2 com a Holanda: ele colocou a bola na marca do pênalti, Ogawa concluiu e a bola desviou em Kamada antes de entrar. A Fifa creditou o gol a Kamada, com assistência de Ogawa.
Kamada lidera a eficiência japonesa na relação entre expectativa de gols e finalizações, segundo o economista Bruno Imaizumi: tentou duas vezes e marcou dois gols. Ueda, artilheiro da equipe ao lado dele, acumulou xG de 0,48 em sete finalizações e também fez dois. Brasil e Japão se enfrentam na próxima segunda, em Houston, às 14h de Brasília.
