A “tradição” que o Japão rompeu antes de enfrentar o Brasil na Copa

O Japão enfrenta o Brasil no mata-mata da Copa do Mundo de 2026 sem repetir uma prática comum em ciclos anteriores: recorrer a jogadores nascidos no Brasil e naturalizados para reforçar a seleção. O confronto começa às 14h, no horário de Brasília, em Houston, e vale vaga nas oitavas de final.
A seleção japonesa usou atletas brasileiros naturalizados em quatro edições consecutivas do Mundial. Wagner Lopes integrou o elenco em 1998, Alex Santos disputou as Copas de 2002 e 2006, e Túlio Tanaka defendeu a equipe em 2010. Desde a eliminação japonesa para o Paraguai nos pênaltis, nas oitavas daquele torneio, nenhum jogador de origem brasileira voltou a defender a seleção.
O elenco atual mostra a mudança de perfil. Dos 26 convocados, 25 nasceram no Japão. A única exceção é o goleiro Zion Suzuki, filho de mãe japonesa, que se mudou dos Estados Unidos para o Japão ainda criança. Hoje, apenas os dois goleiros reservas atuam por clubes japoneses; os demais jogadores estão no futebol europeu, com presença em ligas como a Premier League e a Bundesliga.
Túlio Tanaka também aponta a rigidez do processo de naturalização japonesa como um obstáculo. “É um processo muito difícil. Você tem que ser fluente em japonês, saber ler e escrever [vale lembrar que o Japão utiliza alfabetos diferentes do ocidental]. Também tem que passar por uma entrevista e explicar para o governo porque quer se naturalizar”, afirmou.
