A incrível saga de três irmãos que passaram 17 anos buscando justiça pela mãe

Os irmãos Michael, Robert e David Porter passaram 17 anos contestando a versão inicial de que a mãe, Jean Hanlon, morrera por acidente em Creta, na Grécia. A britânica de 53 anos desapareceu em 2009 depois de faltar a um atendimento a uma criança com dificuldades de aprendizado, e a Interpol avisou a família. Ao chegarem à ilha, os filhos reconheceram as roupas dela e depois o corpo que as autoridades retiraram da água em Heraklion; as lesões, incluindo um golpe na parte posterior da cabeça, fizeram com que eles recusassem a explicação oficial. Com informações de g1.
A insistência da família levou a uma revisão da autópsia, que apontou sinais compatíveis com luta corporal. As autoridades gregas encerraram e reabriram o caso quatro vezes, acusaram erroneamente dois homens e só deram novo rumo à investigação no fim de 2023, quando os irmãos contrataram os investigadores particulares Haris Veramon e Nikos Arkoulis. Eles revisaram o diário de Jean, no qual ela citava um homem com quem havia se relacionado brevemente, e concluíram que ele era o suspeito que esteve com ela no Café Marina na noite do desaparecimento.
No julgamento em Creta, a procuradoria sustentou que o acusado não aceitava o rompimento e agiu enquanto não tomava medicamentos para problemas de saúde mental. Um patologista afirmou que Jean provavelmente morreu por causa do golpe na cabeça e ainda estava viva quando foi jogada na água. Um júri misto condenou o homem por unanimidade, e o tribunal fixou pena de 10 anos de prisão, mas ele aguardará o recurso em liberdade; pela legislação grega, sua identidade não foi divulgada até o fim do processo. “Todos nós lutamos muito para chegar a este dia”, disse Michael, enquanto Robert afirmou estar “muito agradecido por um grupo de desconhecidos ter ouvido a voz da minha mãe e tomado a decisão certa”.
