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Jejum intermitente: como se planejar e parar de errar na dieta

Jejum intermitente. Foto: ilustração

Especialistas alertam que o jejum intermitente vai além de simplesmente ficar sem comer. “Ele envolve períodos estruturados de abstinência calórica, pensados para induzir respostas metabólicas específicas”, explicou a nutricionista Roberta Lara ao Metrópoles. Essas respostas, como redução da insulina e uso de gordura como energia, dependem do tempo contínuo sem ingestão calórica, o que não ocorre ao pular refeições de forma desorganizada.

Entre os erros comuns está achar que qualquer intervalo sem comer já caracteriza o método. “Reduzir o número de refeições sem atingir um tempo contínuo de jejum não garante os efeitos”, ressaltou Roberta. Consumir calorias no período, mesmo em bebidas, ou compensar com refeições pobres em nutrientes, também anula os benefícios e pode elevar picos de insulina.

A prática exige planejamento. “Protocolos precisam considerar rotina, nível de atividade física e resposta do organismo”, aponta a nutricionista. Para alguns, pode ajudar na sensibilidade à insulina, mas grupos como gestantes ou pessoas com transtornos alimentares devem evitar. “Qualquer abordagem precisa priorizar equilíbrio”, concluiu Carla de Castro, nutricionista.