“Jesus é único salvador”: as “regras” do Papa Leão sobre veneração a Maria

O Vaticano publicou nesta terça-feira (4) uma instrução aprovando a orientação para que católicos não utilizem o título de “corredentora” ao se referirem a Maria. O documento afirma que, embora a Igreja reconheça a cooperação de Maria na obra redentora, o termo pode obscurecer a mediação exclusiva de Cristo. A instrução aponta risco de confusão doutrinária diante do papel atribuído ao Filho de Deus.
O texto cita trechos que reforçam que a salvação não é dividida e destaca que atribuir a Maria responsabilidade semelhante à de Cristo não corresponde ao entendimento da Igreja Católica. O documento também recorda declarações do papa Francisco em 2020, afirmando que Maria não reivindicou títulos ligados à redenção. A instrução apresenta limites à interpretação de títulos marianos.
Além disso, o documento avalia outras designações atribuídas a Maria, como “mediadora”, autorizando o uso apenas em sentido subordinado. Títulos como “Mãe dos fiéis” e “Mãe da graça” foram aprovados sob a condição de conduzirem ao Filho. O texto rejeita a ideia de Maria como distribuidora de graças de modo independente e formaliza a posição da Igreja sobre a questão.
