Apoie o DCM

Entenda o que acontece na internet quando o Brasil entra em campo

Torcedor com celular durante jogo do Brasil
Torcedor segura celular enquanto acompanha partida do Brasil. Foto: Reprodução.

O jogo de estreia do Brasil na Copa de 2026 levou o tráfego do data center RJO1, da Elea, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a 865 gigabits por segundo no último sábado (13), durante o empate com o Marrocos. A média habitual fica em torno de 200 Gbps, segundo a empresa, o que coloca o pico em mais de quatro vezes o volume normal.

O número se aproxima do tráfego registrado na final do Intercontinental de Clubes do ano passado, entre Flamengo e PSG, e equivale à transferência simultânea de mais de 100 mil vídeos em alta definição. A alta reflete o uso combinado de transmissão ao vivo, redes sociais, aplicativos de mensagens, buscas, pagamentos digitais e serviços de entrega durante a partida.

“Esses 865 Gbps ilustram como eventos de grande audiência impactam o ecossistema digital. O número reflete milhões de usuários consumindo o mesmo conteúdo simultaneamente”, afirmou Fernanda Belchior, diretora de Vendas & Marketing da Elea Data Centers. Ela também disse que “o torcedor não enxerga esses 865 Gbps, mas percebe instantaneamente quando uma transmissão trava ou um serviço falha”.

O impacto apareceu também fora das transmissões. Dados do iFood indicam alta de mais de 63% nas vendas de bebidas durante Brasil x Marrocos em comparação com o sábado anterior, com pico de pedidos às 18h. No TikTok, a hashtag #SelecaoBrasileira teve aumento de 169% nas publicações no dia do jogo, enquanto as buscas por “Vini Jr” cresceram cerca de 220%.