A crise na seleção holandesa após eliminação da Copa

Ronald Koeman e Virgil van Dijk viraram os principais alvos da imprensa holandesa após a eliminação da Holanda na fase de 16 avos da Copa do Mundo, diante de Marrocos. A seleção empatou por 1 a 1 no tempo normal, manteve o placar na prorrogação e perdeu por 3 a 2 nos pênaltis. Com o resultado, Marrocos avançou para enfrentar o Canadá nas oitavas de final.
O De Telegraaf cobrou diretamente o treinador e o capitão: “Koeman e Van Dijk estão jogando o futebol holandês fora”. O jornal afirmou que o técnico “deveria pedir para sair da seleção” e criticou a escolha por um quinto defensor, Nathan Aké, no lugar do meio-campista Tijani Reijnders. A publicação também citou o histórico de quedas da Holanda em disputas de pênaltis, incluindo Euros e Copas anteriores.
O AD centrou a crítica em Van Dijk no lance do gol marroquino e escreveu que o zagueiro “havia perdido o jogador do Fulham [Diop, autor do gol de Marrocos] de vista no momento decisivo”. O jornal também destacou a atuação de Verbruggen na prorrogação, quando o goleiro parou Soufiane Rahimi, mas avaliou que a Holanda acabou eliminada “de forma desajeitada” nas penalidades.
Koeman rebateu as críticas à mudança tática e disse à NOS: “A Holanda inteira pediu para jogarmos com cinco defensores. Aí você joga com cinco e recebe críticas por isso”. O treinador afirmou que decidiu alterar a formação porque a equipe havia dado espaço demais na fase de grupos e disse que não se arrependeu. Sobre o futuro, ele evitou antecipar uma decisão: “Tenho minhas ideias sobre isso, mas não vou falar sobre isso agora.”
