Jornal de Curitiba faz ginástica para explicar fiasco da estreia de filme da Lava Jato: “recepção calorosa”
A Gazeta do Povo, de Curitiba, teve de fazer uma ginástica retórica para explicar o fiasco da estreia do filme da Lava Jato na cidade.
A matéria é um primor de empulhação. Confira comigo no replay:
Com a concorrência de uma bela tarde de sol, o filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos estreou nesta quinta-feira (7) em 16 salas de cinema Curitiba e região metropolitana.
Na plateia, nem tanta gente quanto os produtores talvez esperassem. Na primeira sessão comercial, na sala 3 do Espaço Itaú (com capacidade para 208 lugares) cerca de 60 pessoas pagaram ingresso para ver o filme. No Cinesystem do Shoppinhg Curitiba a proporção de ocupação da sala foi praticamente a mesma.
A recepção de apoio ao filme, porém, foi calorosa entre as pessoas que se dispuseram a ver a primeira sessão. O filme do diretor Marcelo Antunez mostra os bastidores da Operação Lava Jato, desde o inicio até a condução coercitiva do ex-presidente Lula em março de 2016.
O longa estreou em mais de mil salas no Brasil todo e teve uma pré-estreia muito concorrida há uma semanas.
As amigas Maria Lúcia Vieira e Dulce Meri fizeram questão de assistir a primeira sessão e saíram empolgadas do filme.“É uma prova da realidade que a gente tem visto na imprensa. O filme é muito bem feito e prende a atenção. A fotografia é boa; a trilha e as atuações são ótimas”, opina Maria Lúcia.
Já Dulce conta que vai começar a propaganda boca-a boca assim.“Vou indicar aos amigos. Acho que todo brasileiro deveria assistir. A Lava Jato é nossa esperança de mudanças. E acho que muitas coisas já mudaram”.
Não-fição
A professora Elisa Maria Setim conta que o filme será trabalhado em sala de aula com seus alunos na próxima semana.“Como professora, trabalho com estes temas em sala. O fato de filme ter sido lançado em pleno Sete de Setembro tem uma significação grande”.
A professora destaca o “padrão internacional” do filme do ponto de vista técnico.“É muito bacana ver as locações em Curitiba como o Parque Barigui e o prédio histórico da Universidade Federal”, comenta.
Para ela o filme funciona como thriller de ação, mas com uma “ressalva dolorosa. “Saber que não é ficção é muito duro. É diferente você ver outro filme de ação e sabe que saiu tudo da cabeça do roteirista”, reflete. “Neste caso, dói porque é verdade”.
