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Jornalista detona cobertura do caso Orelha no “Fantástico”: “O programa se perdeu”

O cão Orelha. Foto: reprodução

A jornalista Rosana Hermann criticou a cobertura do “Fantástico” sobre o caso do cão Orelha, agredido até a morte na Praia Brava (SC). Ela argumentou que o programa usou uma linguagem técnica e distante ao tratar do crime, perdendo a conexão emocional com o público. “A sensação que ficou para quem assistiu é que ‘se houve um crime, não há como provar'”, escreveu em sua coluna na Folha.

Hermann destacou que, na entrevista com a delegada, o repórter insistiu na falta de imagens ou testemunhas do exato momento da agressão. “Fiquei esperando o repórter encerrar dizendo ‘era só isso, meritíssimo'”, comentou, comparando o tom a um interrogatório de defesa. A abordagem, segundo ela, foi excessivamente burocrática.

A jornalista defende que a cobertura deveria ter usado uma linguagem mais afetiva, que refletisse a dor pública. “O programa se perdeu na tecnicidade e não mostrou afeto, empatia, não sofreu com a gente pelo Orelha”, finalizou. A revolta nas redes foi grande após a exibição. Veja a reportagem do “Fantástico”: