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Jornalista com câncer raro tenta importar dos EUA remédio de quase R$ 6 milhões

Stefany Roberta de Oliveira Maia, diagnosticada com câncer raro de pulmão
Stefany Roberta de Oliveira Maia no hospital e com a família. Foto: Reprodução

A jornalista Stefany Roberta de Oliveira Maia, de 33 anos, busca um medicamento de quase R$ 6 milhões para tratar um câncer raro de pulmão. Moradora de Campo Grande, ela descobriu a doença em junho de 2025, após meses de dores no peito e nas costas. Exames identificaram derrame pleural e uma massa na região central do tórax, com maior comprometimento do pulmão esquerdo.

Após uma cirurgia para drenagem e biópsia, Stefany recebeu o diagnóstico de câncer em estágio 4. “O médico que me operou me chamou pra conversar e disse que minha situação era grave, e que o câncer já estava em estágio 4, que é o último estágio do câncer. Que eu não tinha cura, e que meu tratamento seria paliativo, apenas para ter qualidade de vida”, relatou.

Um exame genético apontou uma mutação rara, para a qual ela diz não haver terapia-alvo disponível no Brasil. Stefany passou por quimioterapia e usou afatinibe, mas a doença avançou com metástases nas costelas, em vértebras e na cauda do pâncreas. A família tenta importar dos Estados Unidos o zenocotuzumabe, remédio que não tem aprovação no país para o caso dela, enquanto busca cobertura pelo plano de saúde e na Justiça.