Jovem de 24 anos foi morto em Pedrinhas um mês depois de chegar
Quando a assistente social disse pelo telefone que tinha uma notícia para lhe dar, Concita Ferreira não deixou que ela fosse adiante: largou o celular e, sem se despedir da amiga que visitava, saiu correndo para a rua.
Desorientada e ofegante, a dona de casa foi encontrada depois pela mesma amiga. Esta portava o aparelho abandonado e a informação que, àquela altura, já correra o bairro de Fátima, em São Luís.
“Mataram o Juju”, ela disse, envolvendo-a em seus braços.
Juju, ou Joarlison Paulo Neves Ferreira, era o filho caçula de Concita. Tinha 24 anos quando, em maio de 2013, foi encontrado estrangulado dentro da cela que dividia com outros dez detentos no Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) do complexo penitenciário de Pedrinhas.
A unidade, a maior de São Luís, foi alçada à fama neste ano pela divulgação de um vídeo que mostra corpos decapitados numa de suas prisões.
Ferreira foi um dos 62 presos que, segundo a ONG Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, morreram em Pedrinhas desde 2013. Desde 2007, a organização diz que houve 173 mortes no presídio.
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