Aos 24 anos, jovem descobre doença rara que “imita” o Parkinson

A jovem Maria Thereza tinha 24 anos quando percebeu que a perna esquerda havia parado de responder durante a volta da faculdade, em 2023. Inicialmente, ela atribuiu o problema à academia, mas os sintomas avançaram, com perda do controle dos movimentos das pernas. Três meses após as primeiras consultas, ela recebeu o diagnóstico de síndrome parkinsoniana.
Os exames identificaram PKAN, uma doença genética rara que provoca acúmulo progressivo de ferro no cérebro e danifica áreas responsáveis pela coordenação motora. O quadro pode causar rigidez muscular, tremores e dificuldade de movimento, sintomas semelhantes aos do Parkinson. O neurologista José Bauab afirma que essas doenças costumam evoluir de forma mais agressiva e respondem menos aos tratamentos clínicos convencionais.
Maria precisou deixar a faculdade, voltar a morar com os pais e usar andador. Com dois anos de diagnóstico, passou por uma estimulação cerebral profunda, cirurgia que implanta eletrodos no cérebro para reduzir tremores e movimentos involuntários. Aos 28 anos, ela trabalha de casa digitalizando livros, mantém atividades físicas com acompanhamento e compartilha nas redes sociais a rotina com a doença.
