Jovem é agredido por eleitores de Bolsonaro em lanchonete no interior de SP

Publicado em 14 outubro, 2018 10:50 am

 

Da Tribuna de Jundiaí:

Um jovem foi agredido, nesta sexta-feira (12), após discussão política em uma lanchonete em Itatiba. Segundo o Boletim de Ocorrência, Vinícius Costa, de 18 anos, ao discordar da opinião política do agressor, de nome Ricardo, recebeu vários socos na cabeça enquanto era chamado de ‘viado’.

A reportagem entrou em contato com a vítima e teve acesso ao Boletim de Ocorrência, registrado na Delegacia de Polícia de Itatiba. O agressor, Ricardo, fugiu antes da polícia chegar ao local. De acordo com Vinícius, o estabelecimento tem câmeras de segurança e deve liberar as imagens após pedidos da Justiça.

“Fomos em um bar, encontramos umas conhecidas lá e quando acabou o show resolvemos comer antes de ir para casa e passamos na lanchonete. Se sentaram comigo e com a Paula duas amigas. Elas estavam acompanhadas de dois amigos lutadores de jiu-jitsu e uma psicóloga”, contou a vítima.

 

De acordo com Vinícius, em determinado momento chegaram ao assunto de política e por conta de divergências sobre votos começou uma discussão. “Quando a vítima e a colega Paula se levantaram da mesa para sair, o sujeito de nome Ricardo partiu para cima da vítima, dando-lhe vários socos em sua cabeça e o chamando de ‘viado'”, diz trecho do Boletim de Ocorrência.

“Me chamavam de ‘viadinho de merda’ e diziam que ‘Bolsonaro vai acabar com isso'”, relatou Vinícius. Além do agressor, uma psicóloga, de nome não informado, estava junto com o grupo, que incluía uma de suas pacientes. No momento da discussão, ela teria começado a agredir verbalmente Paula, amiga de Vinícius. “Berrava insultos, a chamando de ‘gorda’, ‘puta’, ‘imunda’ e outras barbaridades, enquanto esbravejava que não aceitaria ‘Kit Gay'”, continuou.

“Fora do restaurante, Ricardo ainda partiu para cima da vítima, mas foi contido pelos garçons do local novamente”, continua trecho do B.O. Após essa segunda tentativa de agressão e antes da Polícia chegar, o agressor fugiu em seu carro assim como a psicóloga. As placas dos veículos de ambos foram anotadas e estão registradas no B.O.

Após a agressão, Vinicíus foi até o Pronto Socorro da Santa Casa de Itatiba, para constatação de lesão, que foi confirmada. Ele ainda deve entrar com uma ação na vara cível e criminal, e com uma denúncia contra a psicóloga no CRP (Conselho Regional de Psicologia).

“Hoje, se não fossem os garçons da lanchonete, eu poderia acabar como mais um Mestre Moa”, afirmou, lembrando do caso de assassinato que aconteceu em Salvador no domingo (7), quando Mestre Moa do Katendê, mestre de capoeira, foi assassinado com 12 facadas após divergências políticas com um eleitor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

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