Jovem morre durante tomografia com contraste; entenda o exame e seus riscos

A morte de Leticia Paul, jovem de 22 anos, em Rio do Sul (SC), após um choque anafilático (reação alérgica grave) durante uma tomografia com contraste reacendeu o debate sobre os riscos do uso dessa substância em exames de imagem. Embora raras, reações adversas podem ocorrer e exigem protocolos de segurança rigorosos em hospitais e clínicas.
O contraste, geralmente à base de iodo, bário ou gadolínio, é usado para melhorar a visualização de órgãos e tecidos. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, os recursos permitem a identificação de tumores, inflamações e obstruções com mais precisão.
Apesar de considerado seguro, o contraste pode ativar células inflamatórias e causar desde sintomas leves, como náusea e urticária, até reações graves, como edema de glote e choque anafilático. Esses efeitos são raros e ocorrem entre 0,01% e 0,04% dos casos.
Especialistas reforçam a importância da investigação prévia do histórico clínico, inclusive alergia a frutos do mar, além da preparação de equipes médicas para agir imediatamente em caso de reação. Após o exame, manter hidratação adequada e, em casos de risco conhecido, recorrer a alternativas de imagem ou pré-medicação são medidas que podem reduzir complicações.